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	<title>ICTSD &#187; Pontes Quinzenal</title>
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	<description>International Centre for Trade and Sustainable Development</description>
	<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 10:22:03 +0000</pubDate>
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		<title>Eventos</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dgodoy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[
OMC
Local: Genebra, Suíça
Informações:
http://www.wto.org/meets_public/meets_e.pdf
12 de março
Reunião do Grupo de Negociação sobre Facilitação do Comércio
10 de março
Reunião do Comitê sobre Agricultura
12 de março
Reunião do Subcomitê sobre Acordos Regionais de Comércio
17 de março
Reunião do Comitê sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias
Workshop sobre Aid for Trade e Agricultura
19 de março
Sessão especial do Comitê sobre Comércio e Desenvolvimento
Reunião do Órgão de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>OMC</strong></p>
<p>Local: Genebra, Suíça</p>
<p>Informações:</p>
<p><a href="http://www.wto.org/meets_public/meets_e.pdf">http://www.wto.org/meets_public/meets_e.pdf</a></p>
<p>12 de março</p>
<p>Reunião do Grupo de Negociação sobre Facilitação do Comércio</p>
<p>10 de março</p>
<p>Reunião do Comitê sobre Agricultura</p>
<p>12 de março</p>
<p>Reunião do Subcomitê sobre Acordos Regionais de Comércio</p>
<p>17 de março</p>
<p>Reunião do Comitê sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias</p>
<p>Workshop sobre <em>Aid for Trade</em> e Agricultura</p>
<p>19 de março</p>
<p>Sessão especial do Comitê sobre Comércio e Desenvolvimento</p>
<p>Reunião do Órgão de Solução de Controvérsias</p>
<p>Reunião do Grupo de Trabalho sobre Padrões e Comércio</p>
<p>Reunião do Conselho sobre Comércio de Bens</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>UNCTAD</strong></p>
<p>Informações: <a href="http://www.unctad.org/Templates/Calendar.asp?frmCategory=0&amp;frmKeyword=&amp;frmMonth=1&amp;frmYear=2008&amp;frmNoOfMonth=1&amp;Action=Do+search&amp;intItemID=2068&amp;lang=1&amp;year=2008&amp;month=12&amp;day">http://www.unctad.org/Templates/Calendar.asp?frmCategory=0&amp;frmKeyword=&amp;frmMonth=1&amp;frmYear=2008&amp;frmNoOfMonth=1&amp;Action=Do+search&amp;intItemID=2068&amp;lang=1&amp;year=2008&amp;month=12&amp;day</a>=</p>
<p>Informação não disponível.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Mercosul</strong></p>
<p>Local: Buenos Aires, Argentina</p>
<p>Informações:</p>
<p><a href="http://www.mercosur.int/t_ligaenmarco.jsp?title=off&amp;contentid=1739&amp;site=1&amp;channel=secretaria&amp;seccion=3">http://www.mercosur.int/t_ligaenmarco.jsp?title=off&amp;contentid=1739&amp;site=1&amp;channel=secretaria&amp;seccion=3</a></p>
<p>09 de março</p>
<p>Reunião de Coordenadores Nacionais do Grupo Mercado Comum</p>
<p>10 de março</p>
<p>Reunião de Integração Produtiva</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Reunião de Integração Produtiva</p>
<p>15 de março</p>
<p>Reunião do Comitê Técnico N.2 - Assuntos Aduaneiros</p>
<p>Reunião do Subgrupo de Trabalho N. 7 - Indústria</p>
<p>16 de março</p>
<p>Reunião do Comitê Técnico N. 3 - Comissão de Comércio do Mercosul</p>
<p>17 de março</p>
<p>Reunião do Grupo Gestor de Projeto de Indicadores</p>
<p>Reunião do Grupo Gestor de Projeto de Terminologia</p>
<p>Reunião do Subgrupo de Trabalho N. 2 - Grupo Mercado Comum</p>
<p>18 de março</p>
<p>Reunião Mercosul-União Europeia</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>CEPAL</strong></p>
<p>Local: Santiago, Chile</p>
<p>Informações:</p>
<p><a href="http://www.eclac.org/noticias/calendarioactividades/">http://www.eclac.org/noticias/calendarioactividades/</a></p>
<p>15 de março</p>
<p>Fórum Ministerial União Europeia, América Latina e Caribe sobre Sociedade da Informação -Conteúdos Digitais para uma Sociedade Digital</p>
<p><strong>OCDE</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Informações:</p>
<p><a href="http://www.oecd.org/document/49/0,3343,en_2649_34487_32618737_1_1_1_1,00.html">http://www.oecd.org/document/49/0,3343,en_2649_34487_32618737_1_1_1_1,00.html</a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>10 de março</p>
<p>Mesa redonda &#8220;30 anos após o impacto das diretrizes de privacidade da OCDE&#8221;</p>
<p>Local: Paris, França</p>
<p>Conferência &#8220;Investimentos transfronteiriços em um mundo em recessão&#8221;</p>
<p>Local: Washington, DC, EUA</p>
<p>Conferência &#8220;Cidades inovadoras&#8221;</p>
<p>Local: Paraná, Brasil</p>
<p>12 de março</p>
<p>Workshop &#8220;Tecnologia verde: um caso para cooperação internacional&#8221;</p>
<p>Local: Paris, França</p>
<p>15 a 17 de março</p>
<p>Congresso &#8220;Mercados mundiais de Biocombustíveis&#8221;</p>
<p>Local: Amsterdã, Holanda</p>
<p>18 de março</p>
<p>Conferência &#8220;Elementos básicos de uma economia de mercado social&#8221;</p>
<p>Local: Berlim, Alemanha</p>
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		<title>Caso do algodão: Brasil divulga produtos para&#160;retaliação</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dgodoy</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo publicou a lista dos produtos importados dos Estados Unidos da América (EUA) que receberão sobretaxa na tarifa de importação, como medida de retaliação no caso do algodão. Com a divulgação do rol, em 8 de março, o contencioso entra efetivamente na fase de retaliação. A disputa entre Brasil e EUA perante a Organização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O governo publicou a lista dos produtos importados dos Estados Unidos da América (EUA) que receberão sobretaxa na tarifa de importação, como medida de retaliação no caso do algodão. Com a divulgação do rol, em 8 de março, o contencioso entra efetivamente na fase de retaliação. A disputa entre Brasil e EUA perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) tornou-se emblemática como questionamento dos programas de subsídios concedidos por países desenvolvidos (PDs) aos produtores agrícolas domésticos.</p>
<p>Uma decisão do Órgão de Apelação (OA), em 2009, estipulou em US$ 830 milhões o montante do prejuízo sofrido pelos exportadores brasileiros em decorrência dos programas de apoio estadunidenses. Parte desse valor poderá ser revertida ao Brasil por meio do aumento na alíquota imposta aos produtos contidos na lista.</p>
<p>A fim de evitar prejuízo à cadeia produtiva brasileira, o governo optou por concentrar os produtos sancionados no setor de consumo, excluindo insumos industriais. Dentre os itens contidos na lista, encontram-se cosméticos como cremes, xampus e maquilagens, cuja tarifa duplicou - de 18% para 36%. Para algodão e diversos tecidos deste material, o aumento corresponde a 100%. Apesar de ser pouco significativo o comércio entre os dois países neste setor, a maior elevação da lista possui significado político.</p>
<p>Os produtos agrícolas dos EUA também foram alvo da retaliação. Diversos itens alimentícios sofrerão sobretaxas entre 30% e 48%: carne; frutas como ameixa, cereja e pêra; batata; sucos e polpas de frutas; e soro de leite. Ademais, o governo anunciou que os automóveis poderão receber aumento de 35% para 50%. As sobretaxas entrarão em vigor em 30 dias.</p>
<p>Estima-se que o prejuízo dos exportadores estadunidenses com o aumento das tarifas corresponderá a US$ 560 milhões. Ainda, poderão ser aplicados outros US$ 270 milhões em sanções sobre bens de propriedade intelectual, dentro do procedimento conhecido como retaliação cruzada. Esta modalidade, permitida pelas regras da OMC, constitui o ponto mais delicado para os EUA, um dos grandes detentores de patentes.</p>
<p>O Brasil alterou recentemente sua legislação para possibilitar a aplicação da retaliação cruzada. Por meio da Medida Provisória (MP) No. 482, editada em 11 de fevereiro, o governo estipula procedimentos para retaliar membros da OMC na área de propriedade intelectual. As medidas previstas incluem a suspensão e limitação de direitos nessa matéria, bem como alteração na forma de obtenção ou manutenção destes. A MP contempla também o bloqueio temporário de remessa de <em>royalties</em> ou outro tipo de remuneração por direitos neste setor, ou a constituição de outros direitos de natureza comercial sobre tais remunerações.</p>
<p>Contudo, a aplicação de retaliação cruzada gera polêmica, mesmo entre setores internos brasileiros. Segmentos da indústria mostram-se apreensivos sobre a adoção de tal medida por temerem represálias por parte dos EUA. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirma o desejo do país em evitar o recurso a esta medida, porém alerta que o governo não deixará de aplicá-la em função de possíveis represálias por parte do parceiro comercial.</p>
<p>A opção pela retaliação na área de propriedade intelectual é vista como uma poderosa arma de barganha para o Brasil. No período entre a publicação da MP e a publicação da lista de produtos, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, visitou o Brasil. Entre os tópicos da pauta, a delegada estadunidense comentou a disposição de seu país em retomar as negociações a fim de evitar a retaliação. Gary Locke, secretário de Comércio dos EUA, deverá chegar ao Brasil hoje para discutir o assunto.</p>
<p>O setor privado brasileiro almeja a eliminação dos subsídios declarados ilegais pelo OA. Parte dos programas condenados pela OMC estão incluídos na Lei Agrícola dos EUA, e portanto, sua alteração depende de um ato legislativo. Especialistas brasileiros defendem que o Executivo dos EUA pode eliminar o efeito do programa GSM por meio da diminuição dos juros. O setor privado brasileiro sugere a adoção de formas de compensação, como a criação de um fundo financiado pelo governo estadunidense para apoiar os produtores brasileiros a investir em tecnologia. Também foi sugerida a eliminação de limitações às exportações brasileiras de carne, suco de laranja e etanol.</p>
<p>Há pouca chance de que o Congresso dos EUA discuta os programas de subsídios em breve, em virtude do excesso de compromissos na agenda para este ano. A votação da próxima Lei Agrícola do país está prevista para 2012.</p>
<p>A lista de produtos divulgada pelo governo brasileiro encontra-se disponível em: <a href="http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=08/03/2010&amp;jornal=1&amp;pagina=5&amp;totalArquivos=100">http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=08/03/2010&amp;jornal=1&amp;pagina=5&amp;totalArquivos=100</a> .</p>
<p>Reportagem Equipe Pontes</p>
<p>Fontes consultadas:</p>
<p>Diário Oficial da União. Resolução No. 15, de 05 de março de 2010. (08/03/2010). Disponível em: <a href="http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=08/03/2010&amp;jornal=1&amp;pagina=5&amp;totalArquivos=100">http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?data=08/03/2010&amp;jornal=1&amp;pagina=5&amp;totalArquivos=100</a> . Acesso em: 08 mar. 2010.</p>
<p>Medida Provisória N. 482, de 10 de fevereiro de 2010. Disponível em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Mpv/482.htm">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Mpv/482.htm</a> . Acesso em: 08 mar. 2010.</p>
<p>Valor Econômico. <em>Lista de retaliação aos EUA se concentra em produtos de luxo</em>. (08/03/2010). Disponível em: <a href="http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=677359">http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=677359</a> . Acesso em: 08 mar. 2010.</p>
<p>Agência Senado. <em>Secretária de Estado norte-americana chega amanhã para agenda com Lula e ministros</em>. (01/03/2010). Disponível em: <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/1077">http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/1077</a> . Acesso em: 08 mar. 2010.</p>
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		<title>Informações&#160;úteis</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 14:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[ICTSD publica livro sobre propriedade intelectual
 
O International Centre for Trade and Sustainable Development (ICTSD) acaba de publicar o livro Intellectual Property and Sustainable Development: development agendas in a changing world. Este considera um amplo leque temático relacionado a propridade intelectual (PI) sob a perspectiva do desenvolvimento. Além disso, o livro apresenta estudos de caso de países [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">ICTSD publica livro sobre propriedade intelectual</strong><br />
 <br />
O International Centre for Trade and Sustainable Development (ICTSD) acaba de publicar o livro <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Intellectual Property and Sustainable Development: development agendas in a changing world</em>. Este considera um amplo leque temático relacionado a propridade intelectual (PI) sob a perspectiva do desenvolvimento. Além disso, o livro apresenta estudos de caso de países na África, Ásia e América Latina, com o objetivo de verificar o impacto dos direitos de PI sobre o setor farmacêutico, a proteção do conhecimento tradicional, o acesso ao conhecimento, bem como sobre o papel das políticas de concorrência. Para mais informações sobre o estudo, ver: &lt;http://ictsd.org/i/trade-and-sustainable-development-agenda/71019/&gt;.<br />
 <br />
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Países latino-americanos criam fórum de concertação regional</strong><br />
 <br />
Em 23 de fevereiro, os países da América Latina e do Caribe assinaram, em Cancún (México), a Declaração da Cúpula da Unidade, documento que cria um mecanismo comum aos países da região, exceto os Estados Unidos da América (EUA) e o Canadá. Ainda não se sabe se este arranjo cooperativo será transformado em organização regional; o estatuto do novo fórum latino-americano deverá ser discutido na Cúpula seguinte, a ser realizada em 2011, na Venezuela. Segundo a referida Declaração, o novo mecanismo deverá impulsionar a integração regional, promover a concertação política e aumentar a coordenação. Nessa mesma ocasião, também foi aprovada a Declaração de Cancún com princípios gerais comuns à região, além de uma série de comunicados especiais de apoio à Argentina em sua controvérsia com o Reino Unido envolvendo as Ilhas Malvinas; e de manifestação contrária ao embargo estadunidense imposto a Cuba. O documento que cria o mecanismo de concertação mencionado acima está disponível em: &lt;http://www.flacso.org/uploads/media/Declaracion_de_la_Cumbre_de_la_Unidad.pdf&gt;.<br />
 <br />
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Fórum Internacional debate gestão da água</strong><br />
 <br />
Promovido pela Associação Riograndense de Imprensa, o Fórum Internacional de Gestão Ambiental (Figa) será estruturado sobre o tema “Água, o grande desafio”. O evento, de caráter multidisciplinar, será realizado nos dias 22 a 24 de março, em Porto Alegre (RS), no Centro de Evento do Hotel Plaza São Rafael. Para abordar o tema proposto para 2010, o Fórum contará com ampla participação da sociedade civil, notadamente de pesquisadores e profissionais de ciência e tecnologia. O evento tem por objetivo central a elaboração de propostas e recomendações em matéria de saneamento, abastecimento e preservação. Para mais informações, ver: &lt;http://www.figambiental.com.br/&gt;.<br />
<strong> </strong><br />
<strong>Fundo oferece bolsas para jornalistas</strong><br />
<strong> </strong><br />
O Fundo Dag Hammarskjöld de Bolsas para Jornalistas abriu inscrições para jornalistas interessados em concorrer a uma bolsa para 2010. Os profissionais devem ser originários de países em desenvolvimento e devem ter entre 25 e 35 anos. Os candidatos aprovados cobrirão a 65ª sessão a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A bolsa será concedida no período compreendido por setembro e novembro e incluirá custos com passagem aérea e acomodação em Nova York, assim como um subsídio diário. As inscrições estendem-se até 9 de abril. Para mais informações, ver: <a href="http://www.unjournalismfellowship.org">www.unjournalismfellowship.org</a>. <br />
<strong><br />
Para Pnuma, vontade política internacional ainda não é suficiente para conter aquecimento</strong><br />
 <br />
Em relatório divulgado em fevereiro, o Programa da Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sustenta que as emissões globais precisam ser reduzidas entre 48% e 72% de 2020 a 2050. Tais níveis encontram-se em um grau de ambição consideravelmente acima das metas anunciadas pelos países após a Conferência de Copenhague, realizada em dezembro de 2009. O relatório, elaborado com base na análise do quadro econômico de países desenvolvidos e em desenvolvimento, defende que há uma série de motivos para que as nações optem pela transição em direção a uma economia verde, com baixo consumo de carbono, mas esse movimento exigiria o cumprimento dos compromissos relacionados a financiamento acordados na última Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês). Para mais informações, ver: <a href="http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176733.html">http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176733.html</a>.</p>
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		<item>
		<title>UNFCCC divulga agenda para&#160;2010</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[O secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) anunciou que a próxima rodada de negociações formais ocorrerá em Bonn (Alemanha), entre 9 e 11 de abril.
 
Tal reunião soma-se ao encontro anual dos órgãos subsidiários da UNFCCC, a ser realizada em junho. Estes são responsáveis pelas negociações técnicas, científicas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) anunciou que a próxima rodada de negociações formais ocorrerá em Bonn (Alemanha), entre 9 e 11 de abril.<br />
 <br />
Tal reunião soma-se ao encontro anual dos órgãos subsidiários da UNFCCC, a ser realizada em junho. Estes são responsáveis pelas negociações técnicas, científicas e procedimentais relacionadas à Convenção. Até a definição do primeiro encontro, o evento no meio do ano constituía a única oportunidade para negociações formais antes da Conferência de Cancún, que ocorrerá de 29 de novembro a 10 de dezembro.<br />
 <br />
As reuniões anunciadas para abril e junho representam um respaldo do secretariado à demanda dos países em desenvolvimento (PEDs), na medida em que as conversas continuarão a ser desenvolvidas em duas frentes: uma dedicada ao segundo período de compromissos sob o Protocolo de Quioto, e outra voltada às discussões sob o Grupo de Trabalho sobre Ação Cooperativa de Longo Prazo (AWG – <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Ad-hoc Working Group</em>, em inglês). Este último tem como objetivo perseguir as metas do Plano de Ação de Bali, planejamento elaborado por ministros na Conferência das Partes de 2008. O documento busca a celebração de um novo acordo global para tratar das mudanças climáticas.<br />
 <br />
As negociações em torno dos detalhes da segunda fase do Protocolo de Quioto já duram três anos. Contudo, diversos países desenvolvidos (PDs) almejam abandonar o referido documento e negociar um novo tratado. Por sua vez, os PEDs recusam-se a abrir mão do Protocolo, ainda que o considerem insuficiente para solucionar a questão das mudanças climáticas. Sob sua perspectiva, esta constitui a única forma de garantir que os PDs assumam compromissos vinculantes de corte de emissões.<br />
 <br />
Para Yvo de Boer, secretário executivo da UNFCCC até julho de 2010, a decisão de intensificar a agenda demonstra o compromisso dos governos de avançar nos diálogos rumo a Cancún, Conferência em que as Partes buscarão novamente forjar um acordo vinculante para a redução das emissões de gases-estufa.<br />
 <br />
Tradução e adaptação de texto originalmente publicado em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Bridges Weekly Trade News Digest</em>, V. 14, N. 7 – 24 fev. 2010.</p>
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		<item>
		<title>UE conclui negociações comerciais com Peru e&#160;Colômbia</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[A União Europeia (UE) concluiu, em 1º de março, as negociações comerciais com Colômbia e Peru. O objetivo da Espanha, país a cargo da Presidência pro tempore do bloco europeu, de finalizar os acordos comerciais pendentes com os países latino-americanos está mais próximo de sua concretização.
Por sua vez, as conversações para um Acordo de Associação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia (UE) concluiu, em 1º de março, as negociações comerciais com Colômbia e Peru. O objetivo da Espanha, país a cargo da Presidência <em>pro</em> <em>tempore </em>do bloco europeu, de finalizar os acordos comerciais pendentes com os países latino-americanos está mais próximo de sua concretização.</p>
<p>Por sua vez, as conversações para um Acordo de Associação entre UE e América Central continuam: em 27 de fevereiro, as Partes concluíram outra rodada de negociação, que ainda deixou algumas questões comerciais por resolver. Os capítulos de Diálogo Político e Cooperação, entretanto, foram finalizados com êxito na referida rodada.<br />
<strong> </strong><br />
<strong>Peru e Colômbia finalmente logram acordos isolados </strong></p>
<p>O processo de negociação entre a Comunidade Andina de Nações (CAN) e a UE, iniciado em 2007, buscava um acordo de amplo escopo. No entanto, as divergências entre os países andinos em matéria de propriedade intelectual e proteção da biodiversidade, bem como a pressão exercida pelo Equador a respeito das tarifas aplicadas sobre a banana, conduziram à adoção de um novo modelo de diálogos, fundado na adaptação às necessidades de cada Parte.</p>
<p>O posterior abandono das negociações por Bolívia e Equador suscitou uma ruptura no bloco andino. No início de fevereiro de 2010, o governo boliviano declarou que recorreria ao Tribunal Andino, órgão de solução de controvérsias da CAN, com vistas a resguardar a integração regional. Mais precisamente, o governo boliviano argumentava que algumas normas do Regime Comum sobre Propriedade Industrial do bloco haviam sido violadas e que alguns decretos aprovados pelo Peru contrariavam a ordem jurídica da CAN. Além disso, segundo o Executivo boliviano, ao anunciar que partiria ao diálogo bilateral com a Europa, o Peru teria desrespeitado o entendimento comum dos países andinos em favor de uma negociação conjunta frente à UE. Recentemente, o Equador manifestou que daria continuidade às negociações junto à UE, uma vez solucionada a controvérsia em torno das tarifas aplicadas sobre a banana.</p>
<p>Por sua vez, Colômbia e Peru, que mantiveram negociações comerciais paralelas àquelas desenvolvidas pela CAN, tiveram seus esforços materializados em 1º de março, apesar das críticas severas por parte dos demais países andinos.</p>
<p><strong>Pontos tratados na etapa final</strong></p>
<p>Finalizada a 9ª rodada de negociações entre UE e Colômbia e do bloco europeu com o Peru, espera-se que o acordo alcançado seja assinado pelas Partes durante a VI Cúpula da América Latina-Caribe com a UE (ALC-UE), a ser realizada em 18 de maio, em Madri. No entanto, segundo o ministro peruano de Comércio Exterior e Turismo, Martín Pérez, no melhor dos cenários, o acordo poderá entrar em vigência no início de 2012.</p>
<p>O texto do acordo – ainda não divulgado – possui uma cláusula que contempla a possível adoção de medidas punitivas, caso seja observada a violação reiterada dos direitos humanos ou a ruptura da ordem democrática. A inclusão de tal cláusula, que pode ser acionada por qualquer uma das Partes, resulta da pressão de organizações não-governamentais (ONGs), as quais se opunham ao acordo sob o argumento de que o quadro dos direitos humanos não apresentou melhoras na região andina, muito menos na Colômbia.</p>
<p>Para Santiago Pardo, chefe da equipe de negociação colombiana, as principais conquistas nesta Rodada estão relacionadas aos temas de propriedade intelectual, regras de origem e acesso a mercado. No que toca ao primeiro, o capítulo final trata de indicações geográficas e biodiversidade e apresenta uma obrigação recíproca sobre a adoção de medidas que protejam temas como a apropriação indevida de recursos genéticos e de conhecimento, inovação e práticas tradicionais associadas.</p>
<p>No que tange a acesso a mercado, a equipe de negociação colombiana concretizou, junto aos representantes europeus, condições de acesso preferenciais para produtos como banana, açúcar, rum, óleo de palma, confeitaria e chocolates, bens que estariam isentos de tarifas a partir da entrada em vigor do Acordo. Parte dos avanços observados neste capítulo deveu-se ao acordo sobre bananas alcançado na Organização Mundial de Comércio (OMC), em dezembro do ano passado.<br />
<strong> </strong><br />
<strong>Negociações com América Central continuam</strong></p>
<p>Segundo o Ministério de Comércio Exterior da Costa Rica, houve progressos em grande parte dos pontos do capítulo comercial. Particularmente, logrou-se concluir o capítulo sobre concorrência e a seção normativa de compras governamentais. Além disso, a América Central apresentou um pacote conclusivo em matéria de medidas sanitárias e fitossanitárias, que abarca a totalidade dos interesses centro-americanos a respeito desse tema.</p>
<p>No que tange aos obstáculos técnicos ao comércio e a acesso a mercado, a América Central logrou incluir uma disposição que permite a solicitação de esclarecimento e orientação sobre determinada regulação europeia vigente ou em trâmite, de modo a facilitar sua compreensão e cumprimento.</p>
<p>Espera-se que as negociações entre europeus e centro-americanos – paralisadas pela situação política em Honduras – sejam finalmente concluídas em abril. Em declarações recentes, o negociador hondurenho, Melvin Redondo, afirmou que a renovação das negociações por parte do novo governo de Honduras corresponde a uma prova da legitimidade deste, bem como de sua contribuição para o acordo. Por sua parte, o negociador europeu na área de cooperação, Petros Mavromichalis, destacou que a UE “não reconhece governos, mas sim Estados” e que chegou o momento de normalizar as relações após as eleições de novembro passado.</p>
<p>Tradução e adaptação de texto originalmente publicado em <em>Puentes Quincenal</em>, Vol. 7, No. 4 - 02 mar. 2010.</p>
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		<title>Para Lamy, ainda é muito cedo para reunir ministros em&#160;Genebra</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Em sessão recente do Conselho Geral, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, afirmou que a reunião programada para finais de março, com o objetivo de avaliar o progresso da Rodada Doha – chamada, no jargão da OMC, de stocktaking –, não incluirá ministros. Lamy ressaltou que, nesta etapa das negociações, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em sessão recente do Conselho Geral, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, afirmou que a reunião programada para finais de março, com o objetivo de avaliar o progresso da Rodada Doha – chamada, no jargão da OMC, de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">stocktaking</em> –, não incluirá ministros. Lamy ressaltou que, nesta etapa das negociações, os altos funcionários são os mais indicados a realizar essa tarefa.<br />
 <br />
O anúncio de Lamy já era esperado por diversos especialistas em negociações multilaterais, afinal, apesar dos pedidos para a conclusão da Rodada em 2010, o posicionamento dos Membros não foi substancialmente alterado. Para que se possa finalizar a Rodada neste ano, os negociadores deveriam alcançar, ainda no primeiro trimestre, um acordo de modalidades sobre fórmulas e modelos que permitissem efetuar reduções nas tarifas e subsídios. Tal objetivo, entretanto, parece claramente distante.<br />
 <br />
Não obstante, Lamy pareceu otimista ao afirmar a delegados que o balanço das negociações oferece uma oportunidade importante para imprimir energia política e impulso aos diálogos. Para o diretor-geral, com um pouco de sorte, os delegados lograrão traçar o caminho para resolver os problemas pendentes. Lamy sustentou, ainda, que o balanço das negociações permitiria identificar com mais clareza as divergências persistentes, bem como a dinâmica necessária para abordá-las.<br />
 <br />
O diretor-geral não descartou 2010 como meta para o término das negociações: enfatizou, por outro lado, que a viabilidade desta meta deverá ser avaliada pelos ministros. No entanto, Lamy considera que ainda é muito cedo para envolvê-los na reunião de <em style="mso-bidi-font-style: normal;">stocktaking</em>, programada para 29 e 30 de março. Por esse motivo, o diretor-geral deverá convocar os altos funcionários para tal encontro.<br />
 <br />
Em reação às declarações de Lamy, os delegados comerciais expressaram desânimo e frustração com a contínua falta de progressos na Rodada Doha. Particularmente, algumas delegações queixaram-se de que seus esforços nas negociações comerciais foram restringidos pela atuação dos oficiais em seus respectivos contextos domésticos, o que não conferiu aos delegados uma ampla margem de manobra para concluir a Rodada. <br />
 <br />
Nesse contexto, Fernando de Mateo, embaixador do México perante a OMC, destacou três possíveis cenários para o futuro da Rodada Doha: (i) as negociações poderiam prosseguir em 2010, mas se tornariam cada vez mais irrelevantes; (ii) as negociações poderiam ser suspensas, mesmo que esta opção possa tornar ainda mais complicadas as divergências entre as delegações; ou ainda – opção aspirada por muitos delegados – (iii) poderia ressurgir a vontade política necessária para a finalização da Rodada.<br />
 <br />
Poucas pessoas estão realmente considerando suspender as negociações: é muito mais provável que os delegados continuem a se reunir, especialmente aqueles que mantêm grande entusiasmo, como Austrália e União Europeia (UE).<br />
 <br />
A Rodada Doha já é a mais longa da história das negociações comerciais multilaterais. Sua predecessora, a Rodada Uruguai, era considerada até então a mais longa, com duração de sete anos e sete meses. Mesmo com o prolongamento da Rodada Doha no tempo, diversos especialistas defendem que ainda vale a pena lutar por sua finalização.<br />
 <br />
Por exemplo, Gary Clyde Hufbauer, Jeffrey Schott e Woan Foong Wong, do Peterson Institute for International Economics, argumentaram, em matéria para a Vox EU, que a conclusão de um acordo comercial global será crucial para garantir que os países resistirão às pressões protecionistas, assim como para suavizar o atual problema de desemprego. Segundo tais especialistas, o acordo de Doha estimularia o Produto Interno Bruto (PIB) global em mais de US$ 280 bilhões por ano. Os autores sustentaram, ainda, que o fracasso do referido acordo daria impulsão a uma nova onda de acordos preferenciais que afetaria negativamente o sistema multilateral de comércio. Nesse sentido, defenderam que a “Rodada Doha pode e deve ser concluída”. </p>
<p>Essa visão foi contestada por Kevin Gallagher e Timothy Wise, que acreditam que tais previsões são imprecisas e partem da premissa de que os países em desenvolvimento (PEDs) farão grandes concessões na presente negociação. Estes especialistas afirmaram que ainda é preciso que o desenvolvimento encontre seu caminho de volta à agenda da OMC. Para eles, o reconhecimento de que a economia mundial é composta por nações em diferentes níveis de desenvolvimento deveria ser o princípio norteador para reanimar as negociações comerciais mundiais.<br />
 <br />
Tradução e adaptação de artigo originalmente publicado em <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Bridges Weekly Trade News Digest</em>, Vol. 14, No. 7 - 24 fev. 2010.</p>
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		<title>Disputas envolvendo China, EUA e UE marcam o início do ano na&#160;OMC</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Novos contenciosos envolvendo a China e grandes parceiros comerciais foram iniciados no Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) nos últimos meses. O ano de 2009 foi marcado por preocupações com o protecionismo decorrente da crise econômica, a consolidação da acessão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) e a ausência de progresso na Rodada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novos contenciosos envolvendo a China e grandes parceiros comerciais foram iniciados no Órgão de Solução de Controvérsias (OSC) nos últimos meses. O ano de 2009 foi marcado por preocupações com o protecionismo decorrente da crise econômica, a consolidação da acessão da China à Organização Mundial do Comércio (OMC) e a ausência de progresso na Rodada Doha. Segundo analistas, há chances de que estes fatores desencadeiem uma guerra comercial ao longo deste ano.</p>
<p> A primeira destas disputas refere-se à decisão dos Estados Unidos da América (EUA) de elevar as tarifas impostas às importações de pneus a partir da China. O painel, estabelecido em dezembro de 2009, tem como objetivo avaliar a conformidade da medida anunciada pelo presidente Barack Obama em setembro. Segundo a nova política, a tarifa cobrada sobre os pneus chineses passará de 4% a 35%, seguirá um decréscimo anual – 25% no segundo ano e 20% no terceiro – e então será eliminada.</p>
<p>A medida seguiu uma recomendação da Comissão de Comércio Internacional dos EUA (CCI) para que fossem impostos encargos sobre os pneus chineses, durante três anos, como medida de salvaguarda. A CCI é uma agência federal independente, responsável por investigar queixas comerciais.</p>
<p>Os termos da acessão da China à OMC incluem a possibilidade de que os membros apliquem salvaguarda para produtos específicos durante um período de transição, que expira em 2013. O instrumento objetiva proteger os produtos domésticos contra surtos repentinos de importações chinesas. </p>
<p>A associação de classe de trabalhadores United Steel Workers (USW), baseada em Pittsburg, havia alertado que o volume das importações chinesas de pneus poderia causar a quebra da indústria estadunidense. Os EUA sustentam que as importações triplicaram entre 2004 e 2008, o que causou a queda de 25% na produção do país. </p>
<p>Contudo, as opiniões sobre a nova tarifa são divergentes dentro dos EUA. Enquanto os sindicatos são extremamente favoráveis, algumas empresas opõem-se à sua adoção, em função dos impactos negativos para a economia. O congressista Kevin Brady, alinhado a esta corrente, reclamou em comunicado ao representante dos EUA para assuntos comerciais, Ron Kirk, que os impostos poderiam resultar em perda de empregos e elevação do custo dos pneus para os consumidores estadunidenses.</p>
<p>Logo após o anúncio da medida, a China solicitou consultas perante o OSC, sob o argumento de que a nova tarifa viola o artigo I e II do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, sigla em inglês), bem como as obrigações dos EUA assumidas nos termos de acessão da China à OMC.</p>
<p>Porém, as consultas não lograram solucionar a controvérsia. Os EUA rejeitaram o primeiro pedido para o estabelecimento de um painel. Ao segundo pedido, que não pode ser impedido pela parte requerida, o painel foi estabelecido. </p>
<p>Em outra iniciativa perante o OSC, a China solicitou consultas contra a aplicação pela União Europeia (UE) de tarifa <em>antidumping</em> equivalente a 16,5% aos calçados de couro chineses. O ministro de Comércio da China declarou que a medida europeia viola regras da OMC e, consequentemente, prejudica direitos legítimos dos exportadores chineses.</p>
<p>Em sua argumentação, a China levanta questões relativas ao <em>status</em> do país, que não é uma economia de mercado. Dessa forma, Pequim alega que as regulações europeias estariam em desconformidade com o protocolo de Acessão da China. Especificamente, as margens de <em>dumping</em> teriam sido calculadas para o país inteiro, e não para exportadores individuais, o que implicaria tratamento subjetivo e discriminatório.</p>
<p>A China defende também que os cálculos e procedimentos de Bruxelas são injustos ou equivocados. Ainda, o país contesta a decisão do bloco europeu de estender as tarifas até 2011, após o período de revisão de 2008-2009, apontando-a como inconsistente com o Acordo <em>AntiDumping</em>.</p>
<p>A União Europeia defende a sua medida, apesar da oposição de algumas empresas domésticas do setor de calçados. As autoridades comerciais do bloco defendem que as medidas possuem caráter de defesa comercial, e não protecionismo, pois haveria evidência de <em>dumping</em> por parte dos exportadores chineses. Porém, representantes das empresas de calçados defendem que a medida prejudica principalmente as empresas e os consumidores europeus, que podem sofrer com medidas retaliatórias por parte da China.</p>
<p>Se os países não alcançarem um acordo em 60 dias após o pedido de consultas, a China pode requerer o estabelecimento de um painel para julgar a disputa.</p>
<p>Tradução e adaptação de textos publicados em <em>Bridges Weekly Trade News Digest</em>, Vol. 14, No. 5 - 10 fev. 2010 e Vol. 14, No. 3 - 27 jan. 2010.</p>
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		<title>Informações&#160;úteis</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:38:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[Secretário-geral da UNFCCC deixa cargo
Secretário-geral da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) desde 2006, Yvo de Boer renunciou ao cargo em 18 de fevereiro. Questionado sobre a influência do resultado pouco expressivo de Copenhague sobre sua decisão, de Boer afirmou que &#8220;Copenhague não providenciou um acordo claro em termos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Secretário-geral da UNFCCC deixa cargo</strong></p>
<p>Secretário-geral da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) desde 2006, Yvo de Boer renunciou ao cargo em 18 de fevereiro. Questionado sobre a influência do resultado pouco expressivo de Copenhague sobre sua decisão, de Boer afirmou que &#8220;Copenhague não providenciou um acordo claro em termos legais, mas o compromisso político e o senso de direção para um mundo com baixa emissão é impressionante. Isso requer novas parcerias com o setor privado e agora tenho a chance de ajudar isso a acontecer&#8221;. Em comunicado, de Boer afirmou acreditar ser este o momento ideal para trabalhar com clima e sustentabilidade no setor privado. De Boer permanecerá no cargo até 1º de julho, quando assumirá a posição de conselheiro global da KPMG Consulting. Para mais informações, ver: &lt;http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/176587.html&gt; e &lt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u695587.shtml&gt;. </p>
<p><strong>EUA propõem criação de unidade federal especialmente voltada às mudanças climáticas</strong></p>
<p>Os EUA anunciaram, em 8 de fevereiro, a proposta de criação, no âmbito da Agência Estadunidense para Oceanos e Atmosfera (Noaa, sigla em inglês), de um novo serviço federal exclusivamente dedicado ao tema das mudanças climáticas. A principal função da nova unidade seria reunir todas as operações do governo estadunidense em matéria de mudanças climáticas em uma só unidade, além de divulgar tais informações por meio do portal já criado: &lt;http://www.climate.gov/&gt;. A nova unidade trabalharia conjuntamente com o Serviço Nacional de Meteorologia e o Serviço Nacional de Oceanos, ambos associados à Noaa. Caso aprovada, a nova agência deverá ser administrada por Thomas Karl, atual diretor do Centro Nacional de Dados sobre o Clima. A proposta aguarda aprovação do Congresso estadunidense. Para mais informações, ver: &lt;http://www.noaanews.noaa.gov/stories2010/20100208_climate.html&gt;. </p>
<p><strong>Países andinos buscam reverter a situação da CAN</strong></p>
<p>Os ministros de comércio dos países-membros da Comunidade Andina de Nações (CAN) reuniram-se, em 5 de fevereiro, para discutir uma nova agenda estratégica para o bloco. O principal objetivo do encontro era buscar reverter a crise vivida pela CAN, abalada pelas sucessivas tensões entre os países que constituem o bloco – Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. A Agenda Estratégica Andina foi formulada pelo Grupo de Delegados Presidenciais da CAN e contém acordos entre os países andinos que podem ser logrados em áreas prioritárias como desenvolvimento, infra-estrutura, meio ambiente e combate ao narcotráfico. No encontro, os representantes também discutiram sobre as negociações comerciais entre a CAN e a União Europeia (UE). Iniciadas em 2007, as negociações com a UE fracassaram devido a divergências entre os membros da CAN, o que levou Colômbia e Peru a negociarem tratados de livre comércio bilaterais com o bloco europeu. No encontro realizado recentemente, os ministros de comércio andinos buscaram avançar no delineamento de uma proposta comum de acordo-macro para apresentar à UE. Para mais informações, ver: &lt;http://www.eldeber.com.bo/vernotaahora.php?id=100204223504&gt;.</p>
<p><strong>Segundo OMPI, queda no registro de patentes é maior em países industrializados </strong></p>
<p>De acordo com dados provisórios divulgados pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), o registro de patentes internacionais sob o Tratado de Cooperação de Patentes sofreu queda de aproximadamente 4,5% em 2009. Segundo nota divulgada pela Organização, a parcela mais representativa da queda registrada ocorreu nos países industrializados. Em contrapartida, alguns países asiáticos revelaram forte aumento no número de pedidos, com destaque para China, Coreia do Sul e Japão. Apesar da redução significativa, os Estados Unidos da América permanecem na primeira posição em termos de número de registros de patentes. Para mais informações, ver: &lt;http://ictsd.org/i/news/bridgesweekly/70147/&gt;. </p>
<p><strong>Instituto promove </strong><em><strong>workshop</strong></em><strong> sobre meio ambiente</strong></p>
<p>O Instituto Ideias promoverá, em 24 de fevereiro, o <em>workshop</em> “Negócios Ambientais”. O evento contará com palestra do diretor de meio ambiente e sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha, Ricardo Rose, seguida da apresentação da pesquisa <em>Bens e serviços ambientais. </em>O <em>workshop </em>ocorrerá às 14h, no auditório da Findes, localizado à Av. Nossa Senhora da Penha, 2053, Santa Lúcia, Vitória (Espírito Santo). Para mais informações, ver: &lt;www.institutoideias.com.br/negociosambientais&gt;.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Agenda</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[Fóruns Multilaterais
OMC
Informações: &#60;http://www.wto.org/meets_public/meets_e.pdf&#62;
Local: Genebra, Suíça
22 e 23 de fevereiro
Reunião do Conselho Geral
2 e 3 de março
Reunião do Conselho de Aspectos de Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips, sigla em inglês)
4 de março
Dia de introdução à OMC
Sessão Especial do Conselho de Trips
UNCTAD
Informações: &#60;http://www.unctad.org/Templates/StartPage.asp?intItemID=2068&#62;
22 a 24 de fevereiro
Reunião sobre contribuição e uso eficiente de recursos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fóruns Multilaterais</strong></p>
<p><strong>OMC</strong></p>
<p>Informações: &lt;http://www.wto.org/meets_public/meets_e.pdf&gt;<br />
Local: Genebra, Suíça</p>
<p>22 e 23 de fevereiro<br />
Reunião do Conselho Geral</p>
<p>2 e 3 de março<br />
Reunião do Conselho de Aspectos de Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips, sigla em inglês)</p>
<p>4 de março<br />
Dia de introdução à OMC<br />
Sessão Especial do Conselho de Trips</p>
<p><strong>UNCTAD</strong></p>
<p>Informações: &lt;http://www.unctad.org/Templates/StartPage.asp?intItemID=2068&gt;</p>
<p>22 a 24 de fevereiro<br />
Reunião sobre contribuição e uso eficiente de recursos externos para o desenvolvimento, particularmente para o desenvolvimento da capacidade produtiva<br />
Local: Genebra, Suíça<br />
<strong> </strong><br />
<strong>Fóruns Regionais</strong><br />
<strong> </strong><br />
<strong>Mercosul</strong></p>
<p>Informações: &lt;http://www.mrree.gub.uy/gxpsites/hgxpp001?7,1,699,O,S,0,,&amp;seccion=3&gt;</p>
<p>23 e 24 de fevereiro<br />
Reunião do Grupo de Trabalho para a Revisão do Regulamento do Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (Focem, sigla em espanhol)<br />
Local: Montevidéu, Uruguai</p>
<p>24 de fevereiro<br />
Reunião do Grupo <em>Ad Hoc</em> OMC-SGPC<br />
Local: Buenos Aires, Argentina</p>
<p>1 e 2 de março<br />
Reunião do Grupo de Investimentos, Serviços e Compras<br />
Local: Buenos Aires, Argentina</p>
<p>3 e 4 de março<br />
CXII Reunião Ordinária da Comissão de Comércio do Mercosul (CCM)<br />
Local: Montevidéu, Uruguai<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>CEPAL<br />
</strong><br />
Informações: &lt;http://www.eclac.org/noticias/calendarioactividades/&gt;<br />
Local: Santiago,Chile</p>
<p>3 de março<br />
Seminário “A caminho de uma nova industrialização: comparação internacional entre Ásia e América Latina”</p>
<p>4 de março<br />
Seminário Internacional “Medida Multidimensional da Pobreza na América Latina”<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>OCDE</strong></p>
<p>Informações:<br />
&lt;http://www.oecd.org/document/49/0,3343,en_2649_34487_32618737_1_1_1_1,00.html&gt;</p>
<p>24 de fevereiro<br />
Mesar-redonda sobre Desenvolvimento Sustentável<br />
Local: Paris, França </p>
<p>25 e 26 de fevereiro<br />
Reunião Ministerial sobre Agricultura<br />
Local: Paris, França</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Casa Branca lança iniciativa comercial com foco em&#160;exportação</title>
		<link>http://ictsd.org/i/news/pontesquinzenal/70883/</link>
		<comments>http://ictsd.org/i/news/pontesquinzenal/70883/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 14:28:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Verdier</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pontes Quinzenal]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Estados Unidos da América (EUA) decidiram direcionar maior atenção a temas comerciais, após um ano sem priorizá-los em sua agenda de política externa. Na primeira semana de fevereiro, o governo estadunidense lançou a Iniciativa Nacional para a Exportação, com o objetivo de duplicar as exportações do país em cinco anos. 
O programa será executado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos da América (EUA) decidiram direcionar maior atenção a temas comerciais, após um ano sem priorizá-los em sua agenda de política externa. Na primeira semana de fevereiro, o governo estadunidense lançou a Iniciativa Nacional para a Exportação, com o objetivo de duplicar as exportações do país em cinco anos. </p>
<p>O programa será executado em três frentes: expansão da defesa do comércio nas esferas doméstica e internacional; auxílio para que empresas – principalmente as de pequeno e médio porte – tenham acesso ao crédito necessário para exportação de seus produtos; e fortalecimento das regras de comércio a fim de que os exportadores estadunidenses não tenham seu acesso ao mercado estrangeiro injustamente bloqueado.</p>
<p>De acordo com o secretário de comércio, Gary Locke, a Iniciativa visa a corrigir um ponto frágil da política econômica dos EUA, o qual teria permitido que outros países superassem a competitividade da indústria estadunidense.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Três TLCs ainda estão pendentes</strong></p>
<p>No que diz respeito a novos mercados, Locke destacou o trabalho que o representante dos <em>EUA</em><strong> </strong>para assuntos <em>comerciais</em><strong> </strong>(<em>USTR</em>, sigla em inglês) está empreendendo para ampliar o comércio em “áreas-chave para o crescimento” na Ásia e em outras regiões, bem como seus esforços para alcançar um acordo “ambicioso e equilibrado” nas negociações da Rodada Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC).</p>
<p>O secretário de comércio também mencionou que será direcionada maior atenção aos três tratados de livre comércio (TLCs) ainda pendentes no Congresso estadunidense – com a Colômbia, o Panamá e a Coreia do Sul. Contudo, o secretário do Tesouro dos EUA apresentou uma perspectiva diferente a respeito dos referidos TLCs, ao afirmar que ainda existem preocupações consideráveis quanto aos acordos pendentes.</p>
<p>Os três TLCs mencionados foram negociados durante a gestão de George W. Bush, mas ainda dependem da aprovação do Legislativo. O TLC com a Colômbia sofre oposição dos sindicatos, que sustentam que o país andino possui um histórico negativo no que tange à proteção dos direitos trabalhistas. A indústria automotiva estadunidense teme que o acordo com a Coreia do Sul resulte em um fluxo de importações baratas aos EUA. Por sua vez, organizações não-governamentais de comércio justo alertam que o TLC com o Panamá pode contribuir para o aumento da destinação de capitais dos EUA para este país latino-americano, considerado um paraíso fiscal.</p>
<p>Consultado sobre as perspectivas de aprovação dos acordos, Chuck Dittrich, do Conselho Nacional de Comércio Exterior, <em>lobby </em>baseado em Washington, afirmou que “ficaria agradavelmente surpreso” se algum destes TLCs fosse aprovado antes das eleições legislativas de novembro. No entanto, acrescentou que a aprovação dos referidos acordos não deveria constituir a única “medida do desempenho” da Casa Branca em matéria de comércio, uma vez que a administração planeja, ao longo de 2010, “definir as bases” de apoio público para uma agenda mais liberal nessa seara.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Obama: um ano de gestão</strong></p>
<p>Durante seus primeiros 12 meses de gestão, o presidente Barack Obama fez poucas menções ao comércio e tomou poucas medidas na área. Talvez a única exceção tenha sido seu pronunciamento em setembro a respeito de novas tarifas sobre as importações chinesas de pneus. O comércio havia sido ofuscado na agenda da atual administração pela prioridade concedida aos embates domésticos nas áreas militar, econômica e de saúde.</p>
<p>Mas desde que decidiu concentrar maiores esforços na esfera comercial, o presidente estadunidense é demandado – em grande medida, por seu próprio partido – a adotar uma posição mais firme em matéria de comércio. No início de fevereiro, o senador pela Pennsylvania, Arlen Specter, do Partido Democrata, questionou se Obama apoiaria a revogação dos acordos comerciais já assinados com a China, os quais, segundo Specter, não foram capazes de evitar a prática ilegal de subsídios e <em>dumping </em>por parte do governo chinês. Obama sustentou que o futuro dos EUA será construído com base na capacidade do país de produzir bens vendidos no mundo inteiro. “A China será um de nossos maiores mercados (…) nos fecharmos àquele mercado corresponderia a um erro”, afirmou o presidente.</p>
<p>Apesar da nova retórica da Casa Branca no sentido de um maior ativismo comercial, as críticas destacam que, mais de um ano após a posse de Obama, diversos postos da equipe comercial dos EUA permanecem desocupados, notadamente aquele do embaixador do país perante a OMC, em Genebra.</p>
<p>Tradução e adaptação de texto originalmente publicado em <em>Bridges Weekly Trade News </em>Digest, Vol. 14, No. 5 - 10 fev. 2010.</p>
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