Pontes Quinzenal • Volume 3 • Número 14 • julho de 2008
G-8 discute Rodada Doha, clima e crise alimentar
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Os líderes das oito maiores economias reuniram-se na semana passada para buscar soluções para diversos temas. Entre eles, destacam-se: o aumento nos preços do petróleo; crise alimentar mundial; aquecimento global; África e desenvolvimento; não-proliferação e contra-terrorismo; e o andamento Rodada de Doha.
A reunião anual do Grupo dos Oito (G-8) – composto por Grã-Bretanha, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia e Estados Unidos da América (EUA) – ocorreu entre 7 e 9 julho, na ilha resort de Hokkaido Toyako, Japão. Líderes de sete Estados africanos e outras economias emergentes, incluindo China e Índia, também participaram das conversas, o que fez do encontro, que contou com a participação de 22 países, o de maior vulto nos 33 anos de história do evento.
Rodada Doha
Apesar de otimistas pela resistência de suas economias frente aos altos preços da energia e dos alimentos, os líderes mostraram-se preocupados com os elevados preços das commodities, que podem desacelerar o crescimento em todo o mundo, especialmente nas economias mais vulneráveis. Diante disso, todos reconheceram ser fundamental a conclusão bem-sucedida e rápida de um acordo ambicioso, equilibrado e abrangente na Rodada Doha.
O G-8 mostrou-se determinado a caminhar para a conclusão das negociações e convocou todos os Membros da OMC, incluindo as principais economias emergentes, a trabalhar para o estabelecimento de modalidades nas áreas de agricultura e acesso a mercados não-agrícolas (NAMA, sigla em inglês), bem como resultados na área de serviços. O grupo também ofereceu apoio a uma conferência de assinatura sobre comércio de serviços durante a Reunião Ministerial, que tem início em 21 de julho.
Em resposta à escalada no preço do petróleo, que havia atingido a marca de US$ 145,85 na semana anterior, os líderes do G-8 concordaram com um aumento, no pólo da oferta, da capacidade de produção e refino a curto prazo, e, no lado da demanda, de aprimorar a eficiência e diversificação energéticas. A fim de implementar tais esforços, sugeriu-se o estabelecimento de um fórum anual com foco em eficiência e novas tecnologias de energia, a ter início ainda esse ano, no Japão.
Mudanças climáticas
O Primeiro-Ministro japonês, Yasuo Fukuda, anfitrião dos eventos, definiu a agenda do G-8 com forte ênfase em segurança energética e mudanças climáticas, declarando que gostaria de assistir à conclusão da reunião com um acordo sobre metas de redução pela metade da emissão de gases de efeito estufa até 2050. Na reunião do ano passado, realizada na Alemanha, os líderes manifestaram o desejo de considerar o corte de emissões até 2050, mas os EUA resistiram a qualquer compromisso firme.
Uma vez que metas específicas não foram anunciadas na reunião deste ano, os líderes concordaram com uma visão compartilhada sobre mudanças climáticas, que inclui o comprometimento com o corte de emissões de carbono pela metade até 2050. Essa é a primeira vez que EUA e Rússia aceitam uma meta específica de longo prazo para a redução de emissões.
Os aspectos imprecisos e ambiciosos da declaração, entretanto, foram criticados, especialmente pelo fato do objetivo de reduzir globalmente em 50% as emissões não ser vinculado a um ano-base específico e pelo acordo não ter definido as metas específicas para médio e curto prazo.
O G-8 ressaltou que reduções mais ambiciosas de emissões estão fortemente ligadas ao desenvolvimento e difusão acelerados de tecnologia. Com esse propósito, foi firmado o compromisso de destinar anualmente US$ 10 milhões à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.
O G-8 também reuniu-se com os chamados “grandes emissores”, que incluem Austrália, Indonésia, Coréia do Sul e o Grupo dos Cinco (principais economias emergentes: Índia, China, Brasil, México e África do Sul). Juntas, essas nações – responsáveis por 80% das emissões mundiais de dióxido de carbono – buscaram alcançar um consenso internacional quanto ao aquecimento global.
Muitos líderes, contudo, questionaram se houve progresso real na reunião. Uma vez que o mandato do presidente estadunidense George Bush aproxima-se do fim, acredita-se que ações decisivas sobre mudanças climáticas não sejam tomadas por parte dos EUA, pelo menos não até a posse do novo presidente estadunidense, no início de 2009.
Segurança alimentar
A segurança alimentar e sua relação com a pobreza também fez parte da agenda. Frente a essa questão, o G-8 elencou diversas medidas de médio e longo prazo para estimular a produção mundial de alimentos e aumentar o investimento em agricultura.
Os participantes da reunião do G-8 conversaram com representantes de vários países africanos. O foco das discussões foram questões globais que afetam o continente, como saúde, alimentação, comércio e investimento, bem como possíveis ações contra o Zimbábue, em vista das flagrantes ilegalidades em suas últimas eleições.
Os líderes africanos acordaram quanto à necessidade de que os países do G-8 honrem seus compromissos referentes à assistência e desenvolvimento. De acordo com críticos, a ajuda limitou-se a US$ 3 bilhões, valor muito aquém dos US$ 25 bilhões prometidos. Os líderes do G-8, por sua vez, reiteraram os compromissos anteriormente assumidos e reafirmaram os votos de combater doenças infecto-contagiosas e trabalhar pelo acesso universal à prevenção e tratamento da AIDS até 2010.
Para isso, os líderes do grupo concordaram em conceder US$ 60 milhões ao continente africano ao longo dos próximos cinco anos.
Tradução e adaptação de texto originalmente publicado em Bridges Weekly News Trade Digest, Vol. 12, No. 26, 16 jul. 2008.
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Soy un habitante más de este planeta, residido en Bolivia, en un pueblito llamado Culpina, todos preocupados por la situación complicada de los males ocacionados por el mismo hombre, no quedandonos más que desde donde nos encontremos en este mundo herido de muerte, cooperar con las acciones medio ambientalistas de protección generado desde instituciones como el G-8.
Yá en el 2007 se previno sobre las consecuencias y las acciones que se deberían de tomar a nivel de los paices industrializados con emisión máxima de gases noscivos al clima mundial, sumados los pueblo en desarrollo con emisión relativa a su desarrollo.
Solicito me den información si el G-8 financia el equipamiento con generadores eólicos en paices como bolivia, para evitar el consumo de diesel para la generación de energía eléctrica, por favor indicarme la dirección a la que me debo dirigir.