Pontes Quinzenal • Volume 4 • Número 9 • 25 de maio de 2009
Países latino-americanos comprometem-se a destinar US$ 7 bilhões ao Banco do Sul
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Ministros de comércio de sete países latino-americanos celebraram um acordo sobre o estatuto para o Banco do Sul, instituição que terá por objetivo financiar projetos de infra-estrutura e desenvolvimento na região. Nos termos do documento proposto em encontro realizado recentemente em Buenos Aires (Argentina), Bolívia, Brasil, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela constituirão membros fundadores do banco regional.
Após a reunião, Carlos Fernandez, ministro da economia da Argentina, declarou que os representantes lograram resolver as questões conflitantes. Fernandez expressou o desejo de que a instituição comece a operar o mais breve possível. Até o momento, nenhuma informação oficial sobre o lançamento foi divulgada.
O estatuto deve ser aprovado pelos presidentes e órgãos legislativos de cada um dos países membros antes de entrar em vigência. Contudo, diversos ministros expressaram esperança de que o documento receba aprovação célere.
O Banco, cuja sede será na Venezuela, contará inicialmente com US$ 7 bilhões. Argentina, Brasil e Venezuela oferecerão até US$ 2 bilhões cada; Uruguai e Equador proverão, respectivamente, US$ 400 milhões, enquanto Bolívia e Paraguai responderão por US$ 100 milhões cada.
Diferentemente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco do Sul concederá a seus membros o mesmo poder de voto, a despeito da disparidade observada na contribuição financeira dos países ao fundo da instituição. Porém, as decisões concernentes a empréstimos superiores a US$ 70 milhões exigirão aprovação de países que representem ao menos dois terços do capital total do Banco.
O presidente venezuelano Hugo Chávez tem defendido a criação de uma instituição financeira regional como forma de reduzir a dependência sul-americana do FMI e de outras entidades multilaterais, as quais normalmente vinculam seus empréstimos a diversas condições e restrições relativas às contribuições financeiras de cada país.
Segundo o economista brasileiro Gabriel Strautman, o Banco do Sul pode representar uma alternativa para financiar projetos que o FMI e o Banco Mundial descartam. “Nós precisamos de sistemas de governança diferentes, que funcionem sob o esquema ‘um país, um voto’. Eu acredito que esta é a base para iniciar a reflexão sobre uma nova arquitetura financeira internacional”, concluiu.
Tradução e adaptação de texto originalmente publicado em Bridges Weekly Trade News Digest, Vol. 13, N. 17 - 13 mai. 2009.
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