Pontes Quinzenal • Volume 4 • Número 16 • setembro de 2009
Investidores globais apoiam economia de baixo consumo de carbono
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Um grande grupo de investidores – que representam cerca de US$ 13 trilhões – pediu que as lideranças políticas firmem um acordo internacional em mudanças climáticas forte e vinculante em Copenhague. Reunido no fórum sobre investimento internacional e mudanças climáticas, realizado em 16 de setembro em Nova York, o grupo de 181 instituições de investimento – incluindo bancos, fundos de pensão e organizações de gestão de capital – afirmou que o atual clima de incerteza sobre a governança global em matéria de mudança do clima contribui para a contenção do investimento global.
Metas ambiciosas
A declaração política do encontro pede que as Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês) concordem em reduzir, até 2050, as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) entre 50 e 85% abaixo dos níveis registrados em 1990. Os investidores propõem um plano em duas frentes, segundo o qual os países desenvolvidos (PDs) responderiam pelas maiores parcelas de cortes nas emissões: de 20 a 40% até 2020 e, no longo prazo, de 80 a 95% até 2050. Por sua vez, os países em desenvolvimento (PEDs) deveriam implementar reduções de emissões mensuráveis e identificáveis.
Em discurso aos participantes do fórum, Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial, declarou-se otimista com relação aos avanços observados nos últimos anos. “O progresso nos últimos dois ou três anos foi notável, e eu acredito que há grande chance de atingirmos [esse acordo]”, afirmou Stern. O economista ressaltou, ainda, que, mesmo que não se consiga preparar todos os detalhes do acordo para Copenhague, é preciso articular um nítido senso de direção até a Conferência.
O investimento como ferramenta de mitigação das mudanças climáticas
Os participantes do fórum expressaram frustração com relação à ausência de políticas públicas sólidas que permitam desfrutar de um número crescente de oportunidades de investimento em frentes de baixo consumo de carbono. Segundo Stern, investimentos desse tipo serão mais efetivos se forem criadas as políticas públicas corretas em matéria de mudanças climáticas. “Os investimentos conduzirão o processo político”.
Os investidores referem-es especialmente a projetos do porte de bilhões de dólares, tais como plantas de potência nuclear e à base de gás natural, as quais dependem de maior clareza por parte do governo no que tange à formulação política.
Adicionalmente ao pedido por cortes de emissões, a declaração resultante do evento pede aos negociadores da UNFCCC que criem condições para avançar na direção de um mercado de carbono ambicioso e efetivo, bem como revisem o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Quioto, de modo a garantir reduções reais, permanentes e verificáveis de emissões de GEEs.
Redução, tradução e adaptação de texto originalmente publicado em Bridges Trade BioRes, Vol. 9, No. 16, 18 set. 2009.
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